SEO: Como a IA vai impulsionar esse canal de aquisição?

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Opinião

SEO: Como a IA vai impulsionar esse canal de aquisição?

Fatos interessantes, como os de provérbios bíblicos, são capazes de seguir importantes e permanecer indexados e congregados pelas buscas de SEO com IA


8 de maio de 2024 - 14h00

A importância da escrita vem de muito tempo, desde o surgimento dos pergaminhos. De fato, nem tudo que é produzido alcança sua finalidade: há livros que não vendem, artigos com baixo índice de leitura, traduções e transcrições do YouTube que não são visualizadas conforme a expectativa, blogs que não inspiram e, assim, não geram tráfego. E, em razão disso, tornam-se irrelevantes para os buscadores.

Mas o inverso também acontece, é claro. São os casos de conteúdos que adquirem relevância para seus públicos, com produções segmentadas, atraentes, inspiradoras e criadas por produtores que entendem daquilo que abordam. Geram conexão, mantêm a atenção, cativam seus leitores, envolvem e agregam valor.

Felizes os convidados para os links apresentados pela IA

Há inúmeras aplicações de IA — como MS Bing, Google Gemini ou TikTok Buscas — que apresentam os links dos conteúdos relevantes. São aqueles que foram utilizados para aprendizado e considerados importantes por essas ferramentas. Ou seja, os textos escritos por humanos que compõem hoje a verdadeira inteligência artificial.

Sim, a IA verdadeiramente prejudica quem cria conteúdos inovadores e únicos. Isso porque ela ainda não aprendeu sobre tais temas e pode considerá-los irrelevantes. Porém, o contrário também é verdadeiro: aqueles conteúdos com alta conversão nas ferramentas — e especificamente com ADS (mídias pagas) — acabam gerando melhores resultados conjuntos com IA.

Clássicos continuam a ensinar e a apresentar-se via IA

Como a IA aprende com textos oriundos do mundo digital, vários temas — inclusive bíblicos, populares em vários idiomas e localizações e de cultura matricial de gerações, famílias e marcas — continuam sendo relevantes. E eles são encontrados como links de busca a partir das buscas por IA, que nos entregam dados populares como:

  • Gato escaldado tem medo de água fria
  • Cavalo dado não se olha os dentes
  • Águas passadas não movem moinhos
  • Antes só que mal acompanhado
  • O pior cego é aquele que não quer ver
  • Quem semeia vento, colhe tempestade
  • Pimenta nos olhos dos outros é refresco

Fatos interessantes, como os de provérbios bíblicos, são capazes, por sua relevância editorial, de seguir importantes e permanecer indexados e congregados pelas buscas de SEO com IA.

Dificuldades para quem é fora do comum

Quem criar algo fora do comum terá dificuldade de se estabelecer. Obviamente, o histórico positivo tende a remunerar em tráfego, ouvintes e visualizações. No entanto, os desconhecidos e inexperientes, mesmo que amplamente inovadores e disruptivos, serão punidos e prejudicados diante da IA. Afinal, ela é incapaz de entender a inovação, atos interessantes e disruptivos ao mercado histórico, assimilando seu aprendizado.

De qualquer forma, historicamente, os entrantes no mercado de SEO precisam se tornar relevantes para, a partir disso, conquistar o “domínio authority”, índice de autoridade digital de um site.

Quem viralizar nas mídias sociais terá uma outra forma de instantaneidade para compor alguma relevância temporal e, assim, rapidamente se tornar importante para o “algoritmo de IA”, mas seguirá da mesma forma que hoje, com popularidade instantânea e de rápida dissipação no mundo digital.

Integridade, prudência e sabedoria diante da IA

Imagine outra situação: a IA tem diante de si uma infinidade de textos da antiguidade — sejam bíblicos ou de qualquer outra crença. Eles tratam de integridade, prudência e sabedoria da humanidade. São ensinamentos que moldaram a cultura atual, a forma de vida, a socialização em tribos e grupos e, enfim, o próprio crescimento humano. Seria possível a IA aprender de forma distinta daquela dos atuais humanos?

No atual aprendizado de relevância textual, a atual IA não poderia sequer “imaginar” que a falta de humanidade, com integridade, emoção e “amor”, seria a principal fonte de crescimento, evolução, aprendizado e compartilhamento da vida humana.

A estrutura de aprendizado da IA ainda não contempla a vida em comunidade, irmandade, fraternidade, tampouco percebe que isso é parte importante da sabedoria e da sobrevivência humana em todos os tempos.

Até o momento, os algoritmos aprendem com aquilo que já foi escrito pelos homens. Em breve, é provável que passem a aprender e construir novos relacionamentos interpretativos, passando a criar um aprendizado nativo. Mas não seria prudente afirmar que a IA embarcada em robôs, diante do complexo corpo e da vida humana, que nos distinguem dos demais animais, realmente venham substituir os humanos.

Responsabilidade e ética no uso das ferramentas

Não nos restam filmes e imaginações sobre integridade, ética, compreensão, ilusões e ficções sobre o desdobramento da IA no cotidiano dos humanos. É fato: a situação chega a amedrontar qualquer ser humano diante das realidades possíveis.

Conforme a tecnologia evolui, as possibilidades nos trazem inúmeras perguntas, críticas e elogios, com visões pessimistas e otimistas sobre o futuro. Mas, com base em provas e contraprovas, a realidade demonstra que a IA embarcada em robôs já criou uma nova classe de habitantes na Terra. E eles já estão entre nós.

A regra da internet e da vida continua a mesma diante dos robôs: conteúdos atraentes e bem escritos, pessoas atraentes e interessantes, opiniões e atitudes verdadeiras, vindas do coração e com valor, foram, são e serão sempre recompensados na vida humana e para humanos!

Tudo que está em profunda transformação — da internet ao mundo do marketing, das buscas de SEO à IA — não irá mudar a essência da vida humana. Porém, com certeza, irá mudar a nova classe de habitantes: os robôs sem vida.

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