Medo e insegurança afetam a saúde mental de 70% das mulheres
Pesquisa da Verisure investigou os efeitos da falta de segurança na saúde e na qualidade de vida das brasileiras

(Crédito: Shutterstock)
Um novo estudo da Verisure, multinacional em soluções de segurança, revela que 7 em cada 10 mulheres brasileiras afirmam se sentir mais ansiosas ou em estado frequente de alerta por medo de furtos, roubos e episódios de violência. A pesquisa retrata uma sensação generalizada de vulnerabilidade feminina que ultrapassa a preocupação momentânea e interfere diretamente na saúde física e emocional.
Além do aumento da ansiedade, as entrevistadas relatam consequências como cansaço mental (47,9%), dificuldade para dormir (34,9%) e estresse constante (66,4%). Dentre os principais receios cotidianos, as respondentes destacam medo de furtos e roubos (70,5%), de violência física (64,7%) e ter sua própria residência invadida (64,7%). Tais preocupações, entretanto, são menos frequentes entre os homens: 42,7% temem a violência física e 58% relatam receio de ter sua residência invadida.
Dentro de casa, o medo também tem imposto alguns limites. Deixar crianças ou idosos sozinhos (37,6%) ou atender à porta em determinadas situações (40,4%), seja pelo horário, seja pela ausência de familiares, foram mencionadas pelas entrevistadas. Outras também indicaram que procuram não viajar, ficar fora por longos períodos (29,7%) ou deixar o pet sozinho (22,2%).
Impacto no comportamento
Esses problemas já têm alterado o comportamento dessas mulheres, de acordo com a pesquisa. 70,5% das entrevistadas relatam evitar sair de casa à noite, mudança que impacta 60% dos homens, e 55% delas afirmam que deixam de retornar para casa em determinados horários por medo.
Quando decidem sair, 67,4% evitam deixar objetos de valor visíveis, 59,9% alteram rotas e trajetos no dia a dia e 55,8% mantêm contato frequente com familiares ou vizinhos para eventuais problemas.
O levantamento ouviu 300 mulheres adultas de diferentes estados brasileiros e conectadas à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.