Larissa Santiago: “Publicidade pode ser deturpadora”

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Larissa Santiago: “Publicidade pode ser deturpadora”

É o que defende Larissa Santiago, coordenadora do Blogueiras Negras, e uma das participantes do ColaborAmerica, evento que acontece neste sábado, 30, no Rio de Janeiro

Teresa Levin
29 de novembro de 2019 - 15h08

Larissa Santiago participará do ColaborAmerica, no Rio (Crédito: Divulgação)

Publicitária de formação, Larissa Santiago deu uma virada em sua carreira ao entender a importância da luta pelos direitos humanos e ao perceber que a publicidade pode sim ser deturpadora de alguns conceitos, modificando o pensamento das pessoas. “De maneira a criar e perpetuar preconceitos”, analisa. A partir desta reflexão, ela entendeu que tanto a tecnologia, quanto a comunicação, poderiam ser usadas para promover os direitos humanos. “Compreendi que a base que tinha de publicidade e o trabalho com comunicação poderia ser feito de forma diferente”, revela. Após atuar nos mercados publicitários de Salvador, João Pessoa e Recife, Larissa está há cinco anos coordenando o projeto Blogueiras Negras. Ela estará falando sobre ele e ainda sobre tecnologia e diversidade em um dos painéis do ColaborAmerica, evento que acontece no Museu do Amanhã, neste sábado, 30, no Rio.

“O Blogueiras Negras é um projeto coletivo que está no ar desde 2012, que acredita na coletividade, e reúne textos de mulheres negras de diversas áreas”, explica. A plataforma, que une mulheres das mais variadas disciplinas, tem como foco a negritude, o feminismo e a produção de conteúdo. Para Larissa, de dez anos para cá já há um discurso de mudança na publicidade, mais diverso. “Ele tem potência, mas efetivamente falta caminhar muito. Percebo que já existe uma grande quantidade de profissionais negros inseridos em determinadas áreas da publicidade, algumas agências tem lidados criativamente com o assunto de gênero e raça, mas falta muito para chegar a um lugar ideal”, diz. Ela observa que este lugar envolve, por exemplo, a participação de pessoas negras, trans e LGBT em cargos de liderança.

Já nas campanhas em si, ela vê que os anunciantes também estão entendendo de fato o que significa o uso da criação e da criação de imaginários  para a construção  do desejo das pessoas. “E neste sentido priorizar e viabilizar a pluralidade brasileira como discurso, que tem potência. Vemos um aumento de propaganda e peças publicitárias em que existe a inserção de pessoas negras mas, substancialmente e na estrutura, a coisa deixa muito a desejar”, analisa.

O ColaborAmerica é uma das plataformas para discussão e reflexão de causas sociopolíticas, tecnológicas e ambientais mais urgentes da atualidade. Este ano, o evento conta com o patrocínio da Coca-Cola Brasil e tem apoiadores como Instituto C&A, BMW Foundation e Gerdau. Além do painel em que Larissa participará ao lado de Sergio Amadeu – cientista político e sociólogo, membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil e criador-âncora do Tecnopolítica -, uma das atrações será a mesa “Intrapreendedorismo e Cultura Pré-competitiva”, que abordará o projeto “Reciclar pelo Brasil”. Criado por Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, e Filipe Barolo, gerente de relações institucionais da Ambev, o projeto levou as duas empresas concorrentes a traçar estratégias de forma coletiva. “Menos protagonismo e mais colaboração são movimentos essenciais para enfrentarmos os desafios do mundo contemporâneo”, pontua Thais Vojvodic, gerente de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

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