Tecnologia e humanidade: lições da Ásia sobre a Covid-19

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Tecnologia e humanidade: lições da Ásia sobre a Covid-19

David Tang, da DDB Asia, e Matthew Cheng,da DDB China, descrevem as mudanças no comportamento do consumidor e no papel das marcas no contexto de pandemia

Taís Farias
8 de maio de 2020 - 9h32

David Tang e Matthew Cheng abordaram os impactos da Covid-19, na Ásia (Crédito: Divulgação)

Nessa quinta-feira, 7, o Grupo ABC, parte da rede DDB e do Omnicom, promoveu um webinar com os executivos asiáticos David Tang, CEO da DDB Asia, e Matthew Cheng, CEO da DDB China, para dividirem seus aprendizados sobre a pandemia do novo coronavírus com clientes e convidados brasileiros. Eles analisaram os impactos da crise no mercado de comunicação da Ásia e fizeram previsões para o pós distanciamento social.

Sediado em Singapura, país que agora vive uma segunda onda do coronavírus, David Tang deu início à sua apresentação apontando que a Ásia não está no futuro e que a pandemia ainda é um problema real para todos os países ao redor do globo. Ele destacou que não existem decisões simplistas nesse momento e que a crise demanda que as marcas busquem tecnologia e humanidade.

Sobre as mudanças no comportamento do consumidor, afirmou que, mesmo após quatro semanas da abertura gradual, a população continua cautelosa. Apesar disso, houve um aumento sensível no desejo do público de administrar melhor sua saúde, bem-estar e, principalmente, as finanças depois da experiência de crise. A acelerada adesão aos serviços digitais também foi uma realidade na Ásia. “Há muito tempo se investe nisso, mas a Covid-19 está trazendo uma adesão massiva do uso da tecnologia e dados”, disse.

Emotional branding

Para Tang, no futuro, a liderança estará nas mãos das marcas que souberem traduzir seus valores em ações voltadas para a sociedade nesse momento. Um estudo apresentado pelo executivo mostrou que 58% dos consumidores demonstraram reconhecimento pelas marcas que se envolveram no combate contra a pandemia. “Não há espaço para marcas egoístas”, apontou o CEO da DDB Asia.

Destacando o exemplo de empresas como o McDonald’s, que desenvolveu uma série de ações entre seus funcionários, clientes e a comunidade, Tang frisou que é preciso desenvolver o lado emocional das marcas e não apenas vender produtos.

Reinvenção do consumo

A aposta na reinvenção das companhias também permeou a apresentação do CEO da DDB China, Matthew Cheng. O executivo fez um panorama sobre as fases de adaptação à crise e concluiu que, no fim do processo, empresas e consumidores se tornaram mais suscetíveis a transformações. Segundo Cheng, setores tradicionais do mercado migraram para o online, ganhando maior popularidade e vendas por meio do contato com o público, nas redes sociais.

Ele também destacou o uso de tecnologia ágil em processos do varejo como a aplicação do big data, o uso de robôs para entregas e lojas automatizadas, que surgem como soluções para o comércio sem nenhum tipo de contato. Entre as marcas que alcançaram um bom desempenho no período, Cheng destacou o Grupo Alibaba que usou de sua expertise em logística de venda digital e entrega para doar suprimentos e ajudar a população a enfrentar o isolamento.

*Crédito da foto no topo: JBKdviweXI/ Unsplash 

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