MSC Cruzeiros: navegar é preciso

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MSC Cruzeiros: navegar é preciso

Empresa investe € 60 milhões em novo posicionamento global apresentado nesta semana no Brasil

Fernando Murad
20 de maio de 2016 - 10h01

Navio da MSC Cruzeiros

Navio da MSC Cruzeiros (crédito: reprodução)

Fundada em 1970 por Gianluigi Aponte, representante de uma família envolvida com transporte marítimo desde 1675, a Mediterranean Shipping Company (MSC) opera roteiros pelo Mediterrâneo, Norte da Europa, Oceano Atlântico, Caribe, Cuba, Antilhas, América do Sul, Sul da África, Dubai e Abu Dhabi. Com investimentos da ordem de € 60 milhões, a empresa apresentou nesta semana, em evento em São Paulo, seu novo posicionamento global.

Na entrevista a seguir, Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da MSC Cruzeiros, detalha o trabalho que desenvolveu o novo posicionamento “Não é qualquer cruzeiro”, o plano de investimentos que renovará a frota da empresa até 2026 e os planos de negócio para o mercado brasileiro nos próximos anos.

Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da MSC Cruzeiros

Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da MSC Cruzeiros (crédito: divulgação)

Meio & Mensagem – O que motivou esse novo posicionamento global e qual o objetivo?
Adrian Ursilli – O posicionamento foi desenvolvido com base no legado de nossa marca e será mais uma forma de sustentação do futuro plano de crescimento global da empresa. Esse projeto de expansão, que terá investimento total de € 9 bilhões, se iniciou em 2014 e tem conclusão prevista para 2026, quando o último dos 11 novos navios de última geração, dois deles já em construção, será entregue. Antes, o foco da empresa era o de projetar o “Estilo Mediterrâneo de Viver Bem”, que abordava a cordialidade, a natureza humana e a intimidade de uma empresa familiar, somado à inigualável experiência em navegação da MSC Cruzeiros que está enraizada na tradição marítima familiar de mais de 300 anos. A nova campanha, intitulada “Não é qualquer cruzeiro”, além de oferecer uma nova visão da experiência MSC Cruzeiros, mostra o encontro do lado elegante do Mediterrâneo com o profissionalismo, dedicação e atenção minuciosa aos detalhes, características inerentes à marca. A promessa do novo posicionamento é a de destacar os principais elementos da experiência MSC Cruzeiros: transatlânticos modernos, acomodações confortáveis, alimentos sempre frescos e culinária autêntica, entretenimento de nível internacional, total relaxamento, serviço impecável, expertise e design sofisticado.

M&M – Como foi o desenvolvimento do projeto?
Ursilli – Para estruturar a nova campanha, realizou-se uma pesquisa global, durante um ano, que avaliou as necessidades dos cruzeiristas, suas opiniões sobre os nossos atuais produtos e as principais qualidades da marca. As valiosas opiniões dos participantes, colhidas durante cerca de três mil horas de entrevistas, realizadas pelas renomadas agências de pesquisa TNS e Ipsos, foram os principais pontos considerados para construção da nova proposta, que visa o aproveitamento das principais qualidades e patrimônios atuais e projeta, ao mesmo tempo, uma nova identidade relativa ao conjunto de impressões de confiabilidade e diferenciação atribuídas à marca.

M&M – Qual é a atual capacidade de hóspedes da empresa e qual será ao final do plano de investimento?
Ursilli – Nossa frota atual de 12 navios nos permite transportar, por ano, 1,7 milhão de hóspedes e, com a entrega dos 11 novos navios, aumentaremos nossa capacidade para cerca de cinco milhões de turistas ao ano.

M&M – Como o novo posicionamento será apresentado no Brasil?
Ursilli – O novo posicionamento foi anunciado oficialmente durante um evento realizado na terça-feira, 17, no restaurante Eataly, também presente em alguns navios da frota MSC. Além disso, a divulgação continuará ao longo dos meses de maio e junho por meio de uma série de eventos que percorrerão mais de 30 cidades pelo País. Nessas ocasiões, nossa equipe comercial apresentará aos agentes de viagens a nova campanha publicitária, bem como as principais novidades da companhia. Para desenvolver a nova campanha de comunicação, a MSC Cruzeiros selecionou parceiros de nível internacional: a conceituada empresa de comunicação estratégica McCann Worldgroup; o cineasta britânico Daniel Barber, indicado ao Oscar, que elaborou uma narrativa visual impressionante; e o multi-premiado compositor italiano Ennio Morricone, que compôs, exclusivamente para a MSC Cruzeiros, uma trilha sonora cativante para o nosso comercial de TV. A campanha começou a ser veiculada dia 18 nas mídias digital e impressa, além das mídias sociais e canais de venda da empresa. Para a TV, o posicionamento terá três filmes. O primeiro, intitulado “Drop”, gota em português, exibe uma flor de algodão que se transforma em lençóis de um branco imaculado, que proporcionam uma maravilhosa noite de descanso, exaltando nossa atenção aos mínimos detalhes, o que garante total relaxamento em confortáveis acomodações.

O segundo, chamado “Note”, nota em português, traz uma corda de piano e uma única nota que se transformam em um espetáculo deslumbrante de entretenimento com música e luzes, representando os nossos mais elevados padrões em oferta de entretenimento a bordo. Esses shows, incluem, por exemplo, apresentações do Cirque du Soleil que serão desenvolvidas exclusivamente para nossa empresa. O terceiro, intitulado “Tomato”, tomate em português, retrata a transformação de ingredientes frescos da mais alta qualidade em maravilhosos pratos elaborados pelas mãos de famosos chefs. Esse filme traduz também nossa dedicação a culinária, conforme exemplificado nos restaurantes Eataly a bordo de nossos navios e nas receitas criadas para os hóspedes pelo chef detentor de duas estrelas Michelin, Carlo Cracco, e outros renomados profissionais da área.

M&M – Qual a importância do mercado brasileiro para a empresa? Representa quanto no faturamento total?
Ursilli – Atualmente, o Brasil é um dos principais mercados para a companhia. Somos líderes no mercado nacional e, desde que começamos a operar no País, mantemos o compromisso de oferecer um amplo leque de opções de férias para nossos clientes, geramos empregos e importantes impactos econômicos nos destinos por onde passamos. Na última temporada, a MSC alcançou market share de 52%. Com este foco, seguiremos trabalhando para o contínuo desenvolvimento do mercado turístico de cruzeiros nacional em conjunto com as autoridades e órgãos brasileiros, com o objetivo de tornar o ambiente local ainda mais atraente e competitivo para as operações marítimas, mantendo nossa posição como líderes e como referência para o consumidor brasileiro. Na próxima temporada, por exemplo, a MSC trará à América do Sul três luxuosos transatlânticos. O MSC Preziosa e MSC Musica operarão no Brasil com saídas dos portos de Santos e Rio de Janeiro, realizando roteiros pelo Nordeste brasileiro, Argentina e Uruguai. Já o MSC Orchestra oferecerá roteiros a partir de Buenos Aires, atendendo principalmente o mercado latino-americano. As duas embarcações que atenderão ao mercado nacional na temporada serão as maiores e mais modernas na região. O MSC Preziosa, com capacidade para 4,3 mil hóspedes, será o maior navio a operar no Brasil e o único a oferecer o exclusivo produto de luxo, MSC Yacht Club, em rotas pelo Sudeste e Nordeste do País. O MSC Musica, por sua vez, com capacidade para mais de 3,2 mil hóspedes. Os números relacionados ao faturamento são de uso interno e estratégico da empresa.

M&M – Qual a previsão de crescimento dos negócios no País em 2016 e nos próximos anos?
Ursilli – Na temporada 2015/2016 a empresa trouxe para o Brasil quatro embarcações, que juntas representaram uma oferta de mais de 105 mil cabines para o mercado local. Na próxima temporada, 2016/2017, a empresa trará dois luxuosos transatlânticos, MSC Preziosa e MSC Musica, que oferecerão um total de aproximadamente 63 mil cabines, representando uma redução de 40% na oferta. Nesse momento de dificuldades econômicas do país e altos custos de operação, a companhia optou por uma estratégia mais conservadora, projetando um novo crescimento para a temporada 2017-2018, quando pretende trazer um terceiro navio para o Brasil.

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