Coca-Cola: os bastidores da criação do “Rappi” de bairro

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Coca-Cola: os bastidores da criação do “Rappi” de bairro

O serviço de delivery Wabi já tem 700 pequenos comércios cadastrados no Brasil e entrega, além de bebidas, alimentos e produtos de higiene e limpeza

Luiz Gustavo Pacete
5 de junho de 2020 - 6h00

A Coca-Cola lançou no Brasil, nesta semana, a plataforma Wabi. O serviço de delivery desenvolvido para pequenos comerciantes foi criado pela Coca-Cola Argentina e já opera em seis mil estabelecimentos somando Argentina, Colômbia, República Dominicana, México, Chile, Peru e Uruguai. No Brasil, 700 pequenos comércios já aderiram ao serviço. A ferramenta permite que consumidores do bairro peçam os produtos do comércio local e recebam em até 15 minutos. Além de bebidas, a ferramenta comercializa alimentos, produtos de higiene e limpeza e outros itens.

A proposta da Wabi, segundo a Coca-Cola, é apoiar pequenos mercados, padarias, confeitarias, lojas de conveniências e outros estabelecimentos. “Em tempos de Covid-19, a Wabi permite que estes pequenos negócios mantenham suas atividades comerciais, inclusive a portas fechadas, fornecendo produtos aos consumidores do bairro e reduzindo o risco de contágio”, diz Carla Papazian, gerente nacional da Wabi no Brasil. “A Wabi é uma solução digital viável para esses estabelecimentos porque é de graça, não têm intermediários”, completa, reforçando que a meta é auxiliar 3,5 milhões de estabelecimentos em toda a América Latina.

Sobre os bastidores da criação da Wabi, dentro do contexto de transformação digital da Coca-Cola, Carla explica que a plataforma é uma nova startup digital impulsionada pela Coca-Cola Argentina e gerenciada pela YopDev, uma incubadora digital de negócios daquele país. “Wabi começou como um aplicativo para venda de bebidas. Em pouco tempo, identificamos a demanda e ampliamos para outros bens de consumo industrializados. A nossa visão é de que Wabi é uma empresa que se propõe a ser global”, diz Carla.

Um dos dados utilizados para basear a demanda da startup, segundo Carla, foi a constatação de que mais de dez milhões de pessoas (60% das quais são mulheres) trabalham atualmente em três milhões de lojas na América Latina. “Esse é um segmento que foi empurrado para um segundo plano pelo desenvolvimento digital e o comércio eletrônico e entendemos que Wabi representa uma oportunidade única para digitalizar os negócios dos pequenos lojistas e, desse modo, aumentar suas vendas e expandir a oferta de serviços”, afirma.

Dentro do contexto de pandemia, a executiva explica que o projeto se tornou ainda mais urgente. “Muitos viram suas vendas caírem com o baixo fluxo de pessoas circulando e precisavam de uma saída. É uma mudança de paradigma dar o passo em direção a digitalização. É uma decisão sem volta com o objetivo claro de impulsionar vendas e expandir a oferta de serviços.” Ela reforça os aprendizados do processo de prototipagem da plataforma. “Foi, por exemplo, a necessidade de dar um suporte maior aos pequenos comerciantes nesse passo em direção à transformação digital. Muitos não tinham acesso à tecnologia e não sabiam como se estruturar para utilizarem bem a plataforma.”

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