Bitcoin é criptomoeda mais conhecida, mas novos players dão corpo ao setor

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Bitcoin é criptomoeda mais conhecida, mas novos players dão corpo ao setor

Pesquisa da Grimpa mostra que 75% dos investidores querem elevar montante investido em criptomoedas, que também começam conquistar espaço como meio de pagamento

Henrique Cesar Mello
10 de agosto de 2021 - 6h00

(Crédito: Reprodução)

Segundo pesquisa online com 500 investidores brasileiros, realizada pela consultoria Grimpa, que analisou o mercado de criptomoedas aos olhos desse público, 96% das pessoas conhecem a Bitcoin, fazendo com que ela parecesse um sinônimo de criptomoeda. Novas opções, porém, estão dando mais corpo à categoria.

Logo atrás dela, moedas como a Litecoin, com 40% de conhecimento, e a Ethereum, com 37%, fazem parte de um mercado que vem sendo cada vez mais explorado pelos investidores.

As criptomoedas estão tomando seu lugar na carteira de investimentos da maioria do público pesquisado: 41% afirmam já terem investido em criptomoedas, mas apenas 18% continuam. Entretanto, 75% das pessoas visam aumentar o montante investido nas criptomoedas, que, assim, se tornam uma modalidade com grande potencial.

“O maior desafio das marcas e moedas em atrair mais pessoas é o esclarecimento sobre o que é a criptomoeda. Por ser digital e envolver criptografia em todas as etapas das transações, é uma moeda abstrata, disruptiva e intangível, muito diferente do dinheiro que a humanidade está familiarizada a transacionar há séculos”, conta Marisa Camargo, head de market research da Grimpa.

“Em segundo lugar, é preciso que haja muita informação sobre o que envolve o investimento em criptomoedas. Como é uma modalidade muito inovadora, é difícil para o curioso sobre o tema sair do zero em busca de informações confiáveis. Como não há governo ou órgão regulador, especulações, volatilidade, golpes e ações de hackers compõem o cenário de notícias e a insegurança das pessoas é grande”, complementa.

Além de estarem despertando mais o interesse dos investidores, as criptomoedas começam a garantir seu lugar entre as formas de pagamento. Algumas empresas como a Tecnisa e a Microsoft já aceitam receber por meio delas, mas apenas Bitcoin por enquanto. E, mais da metade dos entrevistados afirmou já terem comprado algum item com cripto, tendo mais afinidade (67%) com os itens de tecnologia, seguido das viagens (43%).

“Apesar de ser um cenário pequeno e uma modalidade que ainda alcança apenas um nicho de investidores, o interesse pelo tema está mudando rapidamente em 2021 o que também deve ampliar a base de aceitação de criptomoedas pelas empresas. Criptomoeda fará parte das diversas opções de pagamento oferecidas por marcas e serviços, além de contar com o suporte de empresas de meios de pagamento como Visa e Pay Pal, que também aderiram às criptomoedas”, pondera Marisa Camargo.

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