O jogo para atrair e renovar audiências

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O jogo para atrair e renovar audiências

Existe um potencial tremendo no Brasil, pois somos o terceiro em número de gamers no mundo


21 de setembro de 2020 - 19h17

(Crédito: Mikkelwilliam/iStock)

Não existe crise no mercado de games, setor mais rentável da indústria do entretenimento mundial. Pelo contrário, o segmento vivencia longo período de crescimento constante e, ano após ano, vem batendo recordes. Os números são expressivos e, embora estudos apontem cifras divergentes, estamos falando da movimentação de algo entre US$ 120 bilhões e US$ 150 bilhões anualmente. Entretanto, não há ativo mais valioso nesse segmento do que o enorme contingente de gamers, ou seja, todos aqueles que têm o hábito de jogar.

De acordo com a pesquisa Game Brasil 2020, 73,4% dos brasileiros são usuários de jogos eletrônicos. Trata-se de um universo massivo que vai muito além do público adolescente. Hoje, os gamers brasileiros ocupam larga faixa, em média mais forte dos 25 aos 54 anos. E esse amplo espectro constitui um prato cheio para os publishers digitais em todo o mundo, especialmente no Brasil.

Grandes portais e aplicativos estão apostando nos games para atrair e renovar suas audiências e esse movimento não acontece à toa. O brasileiro adora videogames, principal meio de diversão para 64% das pessoas. Esse tremendo horizonte, tem impulsionado os negócios entre empresas especializadas em games e publicidade e os provedores de conteúdo. Isso sem falar nos investimentos de grandes marcas nos games, mas isso é assunto para outro artigo. Os publishers escalam novos patamares quando integram jogos gratuitos de alta performance. Por meio do entretenimento promovido, surgem diferentes formas de interação e oferta de conteúdos e serviços, dentro de um mesmo ambiente e em um momento único em termos de atenção da audiência.

A internet tem milhões de websites, apps e, se você contar com o que é gerado pelo usuário por meio das redes sociais, esse número pode chegar a bilhões de produtores de conteúdo. Então, como competir por atenção em um ambiente tão competitivo? O que fazer para as pessoas voltarem a visitar o seu domínio com mais frequência? Os desenvolvedores de conteúdos necessitam de usuários em seus ambientes e precisam que eles fiquem, aproveitem e se envolvam com seu conteúdo o máximo possível. E os jogos eletrônicos possuem esse poder de atração, enquanto a média do tempo de visita dos principais sites de notícia do País é de três a seis minutos por dia.

Além disso, os jogos têm permitido aos publishers a criação de verticais de entretenimento próprias, em ambiente totalmente envolvente e capaz de oferecer uma experiência melhor e completa aos usuários. A partir daí, podem ser criadas diversas ferramentas para aumentar ainda mais a permanência do jogador no portal ou app. Já temos bons exemplos desse movimento acontecendo no Brasil, envolvendo grandes marcas como o portal IG, ao relançar seu canal de games, o Jogue Aqui. Outro exemplo é o Rappi, reforçando posicionamento de superapp ao criar plataforma com games, eventos ao vivo, live shopping e streaming de música.

Consequentemente, com esse efeito são criados métodos e soluções integradas de publicidade e monetização, gerando interesse de marcas de todos os segmentos. Existe um potencial tremendo no Brasil, pois somos o terceiro em número de gamers no mundo. Existe imenso caminho a ser explorado e ainda teremos muito o que falar sobre esse mercado, que, apesar de jogar, não está para brincadeira.

**Crédito da imagem no topo: Govindanmarudhai/istock

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