Influenciadores digitais viraram commodities

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Influenciadores digitais viraram commodities

Utilizar influenciadores reais funciona muito, mas, para isso, é necessário ir além de números e analisar o motivo que está por trás, o conteúdo que o valida perante sua comunidade


16 de julho de 2021 - 6h00

Assim como a pandemia acelerou o processo de digitalização, acelerou também o número de influenciadores nas redes sociais. É fácil olhar para seus amigos e ver que eles possuem milhares de seguidores, mas sem produzir nenhum tipo de conteúdo. Isso se explica ao dar um Google e ver que existem inúmeras ofertas de vendas de seguidores, likes e até mesmo comentários… os robôs evoluem mais rápido que as pessoas.

Isso traz um enorme dano para os usuários das redes, haja vista a depressão e a busca desenfreada por seguidores, coisificando as pessoas e não tratando os seguidores como seres únicos, algo tão fundamental quando se trata de influência.

Ao contrário de pessoas, robôs não se conectam com conteúdos, mas apenas com algoritmos (Créditos: George Milton/ Pexels)

Influenciar é conectar pessoas, é auxiliar na tomada de decisão, tendo responsabilidade com o seu conteúdo e, mais do que isso, tendo causas e motivos nobres. Os “influenciadores” (compradores) não possuem isso, até porque robôs não se conectam com conteúdos, mas somente com algoritmos. O que vale para eles é chegar na roda de amigos e falar que possuem milhares de seguidores, ainda que esses precisem de um “enter” para curtir ou comentar.

Outro dano claro está ligado à publicidade, em que as empresas são enganadas pelos números ilusórios, e isso faz com que suas experiências sejam desagradáveis ao utilizarem o marketing de influência. Mas, como empresário de grandes nomes do marketing de influência, eu lhe garanto que utilizar influenciadores reais funciona muito. Mas, para isso, é necessário ir além de números e analisar o motivo que está por trás, o conteúdo que o valida perante sua comunidade.

Nesse momento sombrio em que vivemos no marketing de influência, em que influenciador é analisado por número de seguidores, podemos afirmar que eles viraram “commodities”, pois, em qualquer lugar, existem pessoas vendendo publicidade com seus “milhares de seguidores reais e brasileiros, com garantia de 7 dias”. Cuidado! Eles não compram nada, são especulativos.

Assim como o grande commodity mundial, o petróleo, os influenciadores precisam de muito trabalho para serem explorados. Não jorram de qualquer lugar e necessitam de sondas profundas para sua extração, cujo fluxo deve ser regado de muita conexão e valor para sua audiência, gerando resultados nos automóveis da economia publicitária.

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