Como ser inovador, sem romper com o tradicional?

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Como ser inovador, sem romper com o tradicional?

Embora inovar seja necessário, não é preciso sair rompendo com o tradicional e perdendo a sua identidade


30 de agosto de 2021 - 10h02

Inovação é um termo muito utilizado, mas poucas empresas conseguem aplicá-la de maneira adequada. Falo isso porque vejo muitas rompendo com seus valores para se tornarem inovadoras e disruptivas a todo custo e o caminho não é esse. Embora inovar seja necessário, não é preciso sair rompendo com o tradicional e perdendo a sua identidade. Até porque eu tenho certeza que você não quer que o seu cliente ou mesmo um candidato a funcionário olhe para a sua empresa e veja uma camada de poeira depositada sobres móveis antigos.

Embora a analogia com o pó seja exagerada, ele consegue ver se você parou no tempo. Você já deve ter tido essa impressão quando acessou o “endereço eletrônico” de algumas empresas. Às vezes eu tenho a impressão que elas estão paradas lá, há cinco, quando não 10 anos. O botão “sobre nós” ainda estava lá, sem inovações, as páginas nas redes sociais com pouquíssimas interações do time interno, quiçá de algum cliente ou parceiro.

E sobre aquela página denominada “Missão e Valores?” Ainda não foi substituída pela Cultura da empresa (vale conhecer o case “Cultura Netflix” para quem ainda não viu). É preciso dizer tudo que a empresa faz e almeja, em uma frase única, que precisa ser facilmente compreendida por todos.

Olhando do lado de dentro, pode parecer pouco importante, mas a sua empresa pode passar uma imagem extremamente ultrapassada por culpa desses pequenos detalhes. Do lado de fora, nós conseguimos ter uma visão mais clara sobre esses deslizes. Por isso, ouvir quem é “bicho diferente” é muito importante antes de tomar decisões e fazer adequações.

Embora inovar seja necessário, não é preciso perder a sua identidade (Créditos: Lilartsy/Pexels)

Vamos a um exemplo prático: quando você busca sobre um determinado serviço na Internet e é direcionado para uma página fora dos padrões atuais, com uma cara de “anos 2000”, com poucas interações e nada intuitivo; você continua as suas buscas e é direcionado para uma nova página, só que desta vez mais atualizada, em sinergia com as demandas do momento, com dicas, informações, tutorias e uma identidade clara, o que permite que você encontre exatamente aquilo que busca. Com qual das duas empresas você segue o contato?

Mesmo a primeira empresa tenha ótimas referências e um produto com qualidade superior, a experiência ruim depõe contra e isso pode estar sendo crucial em seu faturamento. A percepção do cliente é definida em 28 segundos (dado reforçado por pesquisas de neurociências aplicadas ao marketing) o mesmo vale para nossa aprendizagem, queremos aprender e entregar tudo mais rápido o tempo todo, ou seja, se o lugar onde buscamos respostas não nos entrega o que queremos, nessa velocidade, mudamos. E ao invés de permitir que o seu cliente mude de parceiro, que tal mudar a sua estratégia?

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