Cultura de impacto pela diversidade é realidade, não mais tendência

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Cultura de impacto pela diversidade é realidade, não mais tendência

São as diferentes pessoas, seus pensamentos e visões que nos proporcionam uma experiência mais ampla da sociedade


17 de novembro de 2021 - 14h00

O mercado, de modo geral, sempre foi um ator importante de todas as mudanças culturais e comportamentais dos últimos anos. Seja dando protagonismo a determinado valor que estava pouco visível ou reforçando pulsões já presentes no cotidiano dos diversos segmentos de públicos. Esse olhar para a sociedade e suas demandas sempre orientou o trabalho para que empresas, marcas, produtos e serviços construíssem relações de valor com seus clientes e consumidores.

O impacto da diversidade é realidade na cultura (Crédito: Wildpixel/ iStock)

Esse olhar externo, contudo, nem sempre conseguiu trazer para dentro de casa parcelas importantes das tensões sociais, entre elas a questão da diversidade. Estranho, não? Afinal estamos falando de empresas de comunicação, no nosso caso. Porém mais estranho seria se isso persistisse até hoje.

Há uma mudança em curso. Definitivamente.

É imperativa essa mudança na visão mais ampla sobre o papel das empresas, da nossa responsabilidade em relação às comunidades em que estamos inseridos. Do lado do grupo, entendemos que parcerias são essenciais para seguirmos construindo permanentemente uma nova cultura organizacional pela diversidade e que possa ser impactante em diversos aspectos, inclusive nos negócios. Sem essa rede de apoio especializada, a jornada seria mais complexa para chegarmos no futuro que idealizamos sem discriminação, com oportunidades equânimes e tendo a diversidade como eixo estratégico.

Aqui no Grupo Dreamers, essa jornada de transformação para a diversidade e inclusão teve início há cerca de 3 anos, com a criação do Comitê da Diversidade, aliás, uma demanda dos próprios colaboradores em busca de conscientização e sensibilização para o assunto – a pauta é urgente já há algum tempo, e esse fato confirma isso. Desde então, a fim de trazer todos para a conversa e proporcionar letramento e consciência para a diversidade, especialmente racial, dentro do grupo, tivemos palestras, mesas redondas, comunicados e uma série de eventos com engajamento significativo dos colaboradores. É muito importante que as empresas entendam e transformem seus ambientes em lugares de aprendizado e busca de conteúdo, transformando isso em cultura organizacional. No caso do Grupo Dreamers, cada empresa do grupo passou a ser um centro de conhecimento, troca e práticas positivas.

Estamos no meio da jornada ainda e trouxemos a Indique Uma Preta (INDQ) para contribuir nesse processo de conexão e ampliação dos grupos minorizados nas nossas equipes.

A Indique uma Preta foi fundada por mulheres negras que estavam no mercado publicitário, percebiam a falta de representatividade no setor e decidiram se tornar agentes de mudança dessa realidade. Então, faz todo sentido a Dani estar comigo nesse artigo.

A parceria com o Grupo Dreamers é parte da consolidação da nossa atuação na INDQ. O que era inicialmente um trabalho focado no setor de comunicação hoje contempla de bancos tradicionais até as agências, onde tudo começou, há pouco mais de 6 anos. Esse foi o caminho que encontramos para dar luz a uma pauta urgente. Onde, afinal, estão as mulheres negras nas empresas, no mercado, na geração de renda, se somos maioria da população e maioria das mulheres também? Então, ampliar nosso olhar para o mercado de forma geral e ter uma atuação expandida nos proporcionou consistência para construir estratégias de diversidade e inclusão e, ainda, comunicação para a diversidade.

Transitar em diversos mercados, modelos de negócio e portes de empresas nos permite fomentar a diversidade nesses ambientes com um olhar mais transversal e de uma perspectiva maior, de longo prazo. Nesse sentido, também traz a oportunidade de desenvolver metodologias diferentes e a troca delas entre os ecossistemas de negócios.

Todos os projetos que desenvolvemos na INDQ, nosso board, 100% composto por mulheres negras, envolvem estratégias para que a essência da empresa, valores e princípios sejam muito bem entendidos, assim como os negociáveis e os inegociáveis. Esse processo facilita muito a construção dos mecanismos, meios e métodos do viver e fazer a empresa acontecer, pensando em diversidade e inclusão. Essa visão clara de si como empresa proporciona políticas e procedimentos alinhados e possibilita também a convivência mais leve e fluida, especialmente com as diferenças.

Tangibilizar os avanços, com a cultura organizacional para a diversidade, é de extrema relevância, isso é algo muito incentivado a cada passo do caminho por nós, na INDQ, e os resultados já são motivo de celebração no Grupo Dreamers. Reconhecer que é nosso papel gerar mecanismos e oportunidades para trazer diferenças agregadoras e incluí-las de fato nos processos das empresas é um desafio e um presente. Como agentes de impacto e transformação conscientes de nosso papel na construção de protagonismos e representatividade de altíssima relevância social, laboral e, também, de negócio, porque exercemos, sim, influência e estamos ligados ao sucesso do negócio.

Sabemos que há muito ainda por ser feito. Mas, temos a alma de aprendiz e a vontade de fazer acontecer. Com parcerias como a Indique, nossa proposta é continuar com a transformação cultural e ampliar, para além dos nossos limites, nossa cadeia de relacionamentos, preceitos e ensinamentos da diversidade e da inclusão.

A transformação cultural, também sabemos, não é um processo linear que move as pessoas dos padrões atuais de valores e comportamentos para um caminho desejado. Acreditamos que a diversidade é um requisito nos processos de cultura organizacional.

São as diferentes pessoas, seus pensamentos e visões que nos proporcionam uma experiência mais ampla da sociedade, e todos ganhamos com isto: equipes, negócios e clientes.

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