Consolidação e personalização: os planos de ads do iFood
Ana Duarte, diretora comercial da plataforma, fala da importância do retail e de como a marca está se consolidando no segmento

iFood deve apostar em elementos da cultura para se aproximar do consumidor e em ads para reforçar a relação com os parceiros (Crédito: Divulgação)
Se apresentando como uma plataforma que une a variedade de um mercado e a conveniência do delivery, o iFood se mostra aos brasileiros como uma plataforma de delivery que vai além da entrega de comida. Inclusive, isso faz parte do seu novo posicionamento, que visa reforçar o seu portfólio.
Embora seu grande core seja o consumidor final, a plataforma também busca se aproximar dos restaurantes e anunciantes por meio de sua plataforma de ads. .
Segundo dados da pesquisa Retail Media Insights, desenvolvida pela Newtail com apoio da Comscore e Enext, em 2024, 64% das marcas já trabalham com estratégias relacionadas a ads. No caso das empresas de varejo, 55% delas oferecem esse tipo de serviço, enquanto, 57% das agências de marketing afirmam trabalhar com esse tipo de estratégia.
Por isso, a plataforma de entregas oferece um serviço, que ao longo do tempo vem sendo aprimorado. Dados da eMarketer revelaram que, em 2024, o iFood foi a empresa que mais cresceu em receita de mídia no mundo com salto de 462%.
Para Ana Duarte, diretora comercial do iFood no Brasil, isso reforça o bom relacionamento da companhia com esse segmento, bem como coloca o Brasil no centro do mapa global de retail media.
“Conseguimos superar algumas bigtechs americanas que são referências no setor. Isso reflete a consolidação do iFood como um ecossistema de conveniência que movimentou mais de R$140 bilhões na economia brasileira no último ano”, explica.
Novas receitas para a sustentabilidade
Trabalhar como uma plataforma de mídia, muitas vezes, permite que as empresas tenham mais uma fonte de receita, a fim de gerar conexão com os seus parceiros e sustentabilidade, seja financeira, seja no relacionamento com os anunciantes – no caso do iFood os restaurantes e marcas, como é o caso de Coca-Cola.
Por isso, a diretora explica que ads se tornou um dos pilares fundamentais para a sustentabilidade do modelo que oferecem, permitindo que a companhia consiga continuar investindo em tecnologia e na expansão de verticais não alimentícias que cresceram bastante em volume de pedidos. “A ambição, e o grande sonho {do iFood no setor de ads} é triplicar a receita até 2030”, comenta.
E esses passos já começam em 2026. Embora o ano esteja apenas em sua segunda semana, o foco da empresa já está nos pilares de multicategoria, que diz respeito a mercado, farmácia, bebida e conveniência e também em formato, como por exemplo live commerce e Omnich channel.
Além disso, a marca trabalhará com as ativações que se aproximam do contexto cultural dos brasileiros, como por exemplo a Copa do Mundo, que acontece em junho deste ano, Rock in Rio e Carnaval.
Dados como orientação
Para isso, o iFood utilizará sua plataforma de dados que já tem registrado a fim de tornar a propaganda uma conveniência e não uma interrupção. “Investimos muito no cruzamento de bases para entender as missões de compras. Procuramos oferecer uma solução que vai endereçar as necessidades dos consumidores”, diz Ana.
Nesse sentido, um movimento importante foi a aquisição da Advolve, focada em personalização através de tecnologia para garantir que a marca certa apareça para o consumidor certo no momento de maior propensão à compra.
“2026 vai ser o ano para consolidar a nossa liderança através dessa dessas frentes que eu acabei de mencionar”, completa a executiva.
