Creator economy: quais são os impactos econômicos dos negócios digitais?

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Creator economy: quais são os impactos econômicos dos negócios digitais?

FGV e Hotmart mostram o impacto da economia criativa e dos influenciadores sobre a macroeconomia

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23 de outubro de 2023 - 10h23

Creator Economy Future

Mercado mundial da creator economy movimenta US$ 250 bilhões, com projeção de crescimento para US$ 480 bilhões em 2027 (Crédito: Alexander Limbach by Adobe)

A creator economy, ou economia criativa, é um setor ainda em desenvolvimento e, portanto, costuma ser visto como mais democrático do que outras áreas de trabalho. Em parceria com a Hotmart, a Fundação Getúlio Vargas desenvolveu o levantamento sobre o impacto da creator economy no Brasil. O principal objetivo era entender como os negócios digitais se desdobram na geração de emprego, além de tentar detalhar o perfil desses criadores. Foram entrevistados mais de 550 criadores de conteúdo e afiliados aos produtos hospedados na Hotmart.

De acordo com relatório de Macrotendências da Creator Economy da Youpix, com dados da Factworks for Meta, são mais de 300 milhões de criadores de conteúdo no mundo. Desse montante, cerca de 20 milhões estão no Brasil. Dentre as estratégias de marketing, o levantamento feito pela FGV demonstra que 61% investem em tráfego pago ou mídia programática. Ao mesmo tempo,  47% investem menos de R$ 1 mil por mês, 12% entre R$ 1 mil e R$ 5 mil e 2%, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Dessa forma, no ano passado, o Ministério do Trabalho incluiu cinco ocupações na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) que abrange o universo dos creators. Como sinônimo de criador de conteúdo digital estão influencer e influenciador digital. Apesar disso, ainda se torna difícil unificar todos os produtos digitais comercializados na medida em que podem contemplar desde ebooks a cursos e serviços. Entre os tipos de produtos digitais que são comercializados na Hotmart estão cursos online (70%) e e-books (50%). Outros formatos, como assinatura (13%) e comunidade paga (3%), representam, juntos, cerca de 16% das respostas

Creator economy gera emprego?

Ademais, os meios digitais – redes e plataformas – tornaram a emancipação financeira uma possiblidade para diversos grupos sociais. A FGV aponta que 14,5% dos produtores e 8% dos afiliados têm como principal fonte de renda a venda de produtos digitais na Hotmart. Todavia, o faturamento médio mensal na plataforma pode chegar de R$ 3 mil e R$ 11 mil para afiliados e produtores, respectivamente. Os afiliados são os que monetizam a partir da venda de produtos digitais produzidos por criadores de conteúdo em sistema de comissão por venda.

Segundo a pesquisa, 48% dos produtores de conteúdo da Hotmart são mulheres e 52%, homens. Em relação à faixa etária, cerca de 43% dos clientes têm idades entre 35 e 44 anos; 21%, 45 e 54 anos e 19%, de 25 e 34 anos. A maioria dos criadores de conteúdo, 61%, se declarou como branca, 61 %, e 31% se autodeclaram como pardos e pretos. Pessoas asiáticas ou amarelas e indígenas somam 5%.

Futuro da creator economy

Assim, ao somar os números totais de produtores e afiliados, estima-se que plataformas como a Hotmart tenham impacto significativo na geração de emprego. A plataforma criada por JoãoPedro Resende e Mateus Bicalho, por exemplo, pode ter sido responsável por 302.110 trabalhos fixos e temporários ao longo do ano. Segundo o Observatório do Comércio Eletrônico, as vendas online no Brasil atingiram R$ 187 bilhões (MDIC, 2023) em 2022.

Segundo a Goldman Sachs Research, o mercado mundial da creator economy movimenta US$ 250 bilhões, com projeção de crescimento para US$ 480 bilhões em 2027. O levantamento da Goldman também aponta que o marketing de influência será o principal motivador do aumento de receita nos próximos anos. A expectativa é que o e-commerce cresça 47% até 2026, atingindo R$ 273 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

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