Mulheres ocupam 17% dos cargos de presidente e 21% dos Conselhos Administrativos

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Mulheres ocupam 17% dos cargos de presidente e 21% dos Conselhos Administrativos

Dados são do relatório “Panorama Mulheres 2023” que aponta aumento da representatividade feminina na alta liderança das empresas brasileiras


26 de julho de 2023 - 12h39

O novo estudo da Talenses Group e do Insper, Panorama Mulheres 2023, revela que este ano, as mulheres representam 21% dos membros dos conselhos administrativos e 17% das CEO das empresas brasileiras. Realizada desde 2017, a pesquisa tem como objetivo mapear a presença feminina nos Conselhos de Administração, na diretoria executiva e nos cargos de presidência e vice, assim como avaliar os impactos da diversidade de gênero quando existe uma liderança mulher. 

Desde a primeiro ano da pesquisa, as mulheres ganharam assentos nos conselhos administrativos no país, de 10%, em 2017, para 21%, neste ano. Os números variam, entretanto, nos diferentes setores. Em serviços, elas são 25% dos membros, em comparação aos 11% na indústria e 15% no comércio. O tamanho da organização também influencia esses dados: enquanto as empresas de pequeno (35%) e médio porte (33%) pontuam melhor, as grandes empresas possuem 21% de paridade em seus conselhos. Mas é fato que quando uma empresa possui um plano de ação para diversidade de gênero, a proporção de mulheres nos conselhos é duas vezes maior. 

Em relação à diretoria executiva, os números não são tão diferentes. Em 2023, as mulheres possuem 26% de participação, mesmo patamar de 2019. Entretanto, em pequenas empresas de até nove funcionários, elas são 59% das diretoras. Nos cargos de CEO, as mulheres representam 17% em 2023, um aumento de quase 10 pontos percentuais dos 8% encontrados em 2017. Mesmo assim, é importante ressaltar que 83% das organizações brasileiras ainda são presididas por homens. Já como vice-presidentes, este ano elas ocupam 34% dos cargos, em contraste com os 18% do primeiro ano da pesquisa.  

IMPACTOS DA LIDERANÇA FEMININA 

De modo geral, a presença feminina ganha duas vezes mais espaço em todos os cargos de liderança quando a presidência é ocupada por uma mulher. Falando especificamente da proporção de mulheres como vice-presidentes, as empresas da amostra lideradas por homens possuem 19% de vice feminina. Quando a presidência é feminina, este número salta para 28%, uma probabilidade 50% maior de mulheres nessa posição quando a CEO também é feminina. O mesmo ocorre nos CAs, em que a presença feminina é de 43% quando a empresa é liderada por uma mulher, em comparação com os 16% quando o CEO é um homem, uma probabilidade 2,7 vezes maior. 

Quando o fator raça entra na conta, as mulheres negras ainda batalham por espaço, mas dados demonstram que a diversidade começa a ganhar espaço quando mulheres estão no comando. Em empresas com presidência feminina, 17,9% da diretoria são mulheres negras. Em contrapartida, a presidência masculina possui apenas 4% de diretoras negras. 

Ainda segundo o estudo, 50% das organizações lideradas por mulheres realizaram alguma ação relacionada à diversidade e empoderamento das funcionárias nos anos de pico da pandemia, em comparação a apenas 38% das empresas presididas por homens. Entre as principais medidas adotadas por esses planos de ação estão treinamentos de vieses inconscientes, licença maternidade de seis meses, canais de denúncias de assédio moral e sexual, políticas de recrutamento afirmativas, modelos de trabalho com horários flexíveis ou home office e treinamentos para lideranças, mentorias e coaching para mulheres.  

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