Women to Watch Summit aborda os desafios persistentes para a equidade

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Women to Watch Summit aborda os desafios persistentes para a equidade

Terceira edição do evento acontece nesta terça-feira, 26, em São Paulo, com destaque para assuntos como empreendedorismo, diversidade e evolução de carreiras


25 de março de 2024 - 6h00

Women to Watch Summit

Edição de 2024 do Women to Watch Summit reunirá profissionais e líderes de diferentes áreas para debater assuntos como carreira, gestão, futuro e diversidade (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

Os dados mostram que, nos últimos anos, as mulheres conquistaram espaço em cargos de liderança no Brasil. Segundo o Panorama Mulheres 2023, estudo desenvolvido pelo Talenses Group com o Insper, o número de mulheres em cargos de CEO no País cresceu de 13% para 17%, de 2019 a 2022. Já as mulheres em cargos de vice-presidentes passaram de 23% para 34%, e de conselheiras de 16% para 21%, no mesmo período. Isso revela como a intencionalidade e os esforços em torno da diversidade dentro das empresas e organizações podem, e têm, de fato, gerado resultados positivos. Entretanto, junto com essa vitória, vêm novos desafios.

“Como manter e ampliar presença, quais são as melhores estratégias de negócios e de cultura em um mundo cada vez mais complexo e como sermos inovadoras e mudar realidades são algumas questões que surgem para cada uma de nós, líderes do mercado”, ressalta a diretora-executiva do Cenp e curadora de conteúdo do Women to Watch, Regina Augusto. A terceira edição do Women to Watch Summit, que acontece nesta terça-feira, 26, das 9h às 17h, no hotel Unique, em São Paulo, tem o objetivo justamente de trazer reflexões de mulheres diversas que já ocupam espaços relevantes, e que fazem a diferença não apenas no mercado da comunicação e do marketing, mas em áreas-chave da sociedade, e que desejam usar esses lugares para transformar cenários e vislumbrar futuros possíveis, afirma Regina.

Para isso, o evento contará com programação para refletir, inspirar e conectar pessoas de lugares e pensamentos diferentes, para que, juntas, possam apontar novos caminhos. Para organizar as conversas e debates, a programação está dividida em três trilhas: futuros regenerativos; carreira e empreendedorismo; e diversidade e inclusão. “Consolidamos iniciativa vitoriosa com um dia de conteúdos muito especiais, que traduzem e reiteram nosso compromisso de apoiar uma agenda importante para o nosso mercado: a promoção do protagonismo feminino e a ampliação de vozes na indústria da comunicação e do marketing”, afirma a COO do Women to Watch e presidente da Momentum, Maria Laura Nicotero.

Diversidade e inclusão

O atual momento da inclusão racial e o que ainda precisa ser feito para que essa agenda avance é o fio condutor da trilha de diversidade e inclusão. Nela, a jornalista e apresentadora Cris Guterres conduzirá debate entre a coCEO da Soko, Brisa Vicente, a atriz e influenciadora digital Luana Xavier e a professora, pesquisadora e doutora em ciências da comunicação pela ECA-USP, Rosane Borges. A conversa está centrada sobre como ainda há um longo caminho a ser percorrido nessa jornada e como as marcas têm papel ativo nisso.

Na trilha de futuros regenerativos, a ideia é abordar assuntos urgentes e emergentes que precisam ser repensados para que a sociedade se torne mais equitativa em breve. Uma das palestras dessa trilha promoverá conversa entre a jornalista e apresentadora do podcast O Corre Delas, Luanda Vieira, e a apresentadora Rafa Brites, com mediação pela escritora, roteirista e apresentadora do podcast É Nóia Minha?, Camila Fremder. O tema é sobre como vencer a síndrome da impostora, que habita homens e mulheres, mas que é mais presente na vida delas.

Em outra palestra, a antropóloga e pesquisadora Mirian Goldenberg e a head de estratégia da AlmapBBDO, Rita Almeida, falam de como ressignificar a velhice em uma sociedade etarista, que não vê espaço para pessoas acima dos 40 anos. Ainda nessa trilha, a head de diversidade, equidade e inclusão da ThoughtWorks, Grazi Mendes, a conselheira consultiva e especialista em sustentabilidade Denise Hills, e a diretora de reputação e sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando, debatem os cenários possíveis das práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) no Brasil e no mundo.

Grazi alerta que a sociedade se encontra em encruzilhada histórica pela qual se chegou à conclusão que as lógicas construídas até aqui não deram certo. “Precisamos repensá-las. Olhar para a tecnologia a partir dos princípios éticos, de diversidade e green software. Pensar numa tecnologia responsável, que coloque a vida no centro, mas que também gere lucro. E isso vai além das discussões sobre capitalismo e conservação”, afirma.

Grazi Mendes, da ThoughtWorks, fala da necessidade de ressignificação das lógicas construídas até aqui e do uso da tecnologia (Crédito: Divulgação)

Carreira e empreendedorismo

O tema responsabilidade também faz parte da trilha de carreira e empreendedorismo. Em um dos painéis, mediado pela CEO-president ViewMind Latam e chairperson da Unicef Renata Afonso, a presidente da Intel Brasil, Claudia Muchaluat, e a CEO Latam da WeWork, Claudia Woods, falam sobre desafios e experiências pessoais em suas jornadas como líderes em tempos complexos, nos quais é preciso tomar decisões difíceis e responsáveis a todo momento. “A posição de liderança e a arte de fazer escolhas têm muito a ver com a ressignificação de um modelo mental. Para ser líder, a pessoa tem que aprender a se sentir confortável no desconforto. Caso contrário, é um sofrimento diário”, diz a presidente da Intel Brasil. É preciso, afirma, ressignificar a dor do crescimento como algo desconfortável e entender como um processo positivo.

Claudia Machaluat, da Intel: “Liderança e a arte de fazer escolhas têm a ver com ressignificação de modelo mental” (Crédito: Divulgação/Wanezza Soares)

Ainda nessa trilha, a presidente da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes, conduz conversa entre CEO da DaMata Makeup, Daniele DaMata, a cofundadora e CEO da Pantys, Emily Ewell, e a cofundadora da BlackWin e vice-presidente de impacto social no iFood, Luana Ozemela, sobre como conseguiram vencer os desafios do empreendedorismo feminino no Brasil e construíram negócios de sucesso criados sob medida para as necessidades femininas.

A falta de mulheres e os obstáculos enfrentados no audiovisual também é um dos temas debatidos nessa trilha, em painel composto por quatro mulheres com carreiras bem-sucedidas no setor. Participam a diretora, cineasta e fundadora da Preta Portê Filmes, Juliana Vicente, a atriz, diretora e roteirista Luh Maza, a cineasta e apresentadora Marina Person, e a diretora de cena Mariana Youssef.

Marina enfatiza que, historicamente, quando o cinema foi inventado, nos Estados Unidos, era feito, principalmente, por mulheres e judeus, pessoas, à época, excluídas pelo mercado de trabalho convencional e lucrativo. “Quando se descobre que o cinema podia ser lucrativo, houve todo um movimento de exclusão das mulheres. Ainda vivemos as consequências de uma visão de mundo muito estreita, onde a mulher não poderia ganhar mais do que um homem”, frisa.

Marina Person participa da conversa sobre a falta de mulheres e os obstáculos enfrentados no audiovisual (Crédito: Divulgação)

A trilha de carreira e empreendedorismo será encerrada com entrevista com a diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções, Mônica Sousa, que é filha de Mauricio de Sousa e inspiração para a personagem conhecida por diversas gerações. A jornalista e fundadora da Grená – Agência de Criação, Adriana Ferreira Silva, aborda a carreira de Mônica por trás da personagem principal dos quadrinhos que têm mais de um bilhão de exemplares vendidos e três mil produtos licenciados.

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