Com realidade aumentada, Nike estimula pessoas a ficar em casa

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Com realidade aumentada, Nike estimula pessoas a ficar em casa

Ao apontar o celular para o céu da janela de casa, público pode ter acesso a conteúdos como o novo clipe do rapper Djonga

Isabella Lessa
8 de maio de 2020 - 12h46

Djonga, em cena do clipe “Não Sei Rezar” (Crédito: Divulgação)

Na quarta-feira, 6, a Nike lançou a Nuvem Air Max, uma plataforma digital em realidade aumentada que traz conteúdos interativos que celebram o rap e o funk, que inspiraram os novos modelos dos tênis da marca.

Ao apontar o celular para o céu da janela de casa, a pessoa verá duas “nuvens”: a do Air Max 2090 desbloqueia o clipe inédito de “Não Sei Rezar”, presente no disco mais recente de Djonga, o “Histórias da Minha Área”. Já a Nuvem Air Max 90 dá acesso ao clipe de “Quebra Tudo”, parceria entre NGKS e a rapper MC Soffia.

Segundo Gustavo Viana, diretor de marketing da Nike do Brasil, o projeto reflete uma das duas frentes adotadas pela marca, como forma de ajudar os consumidores a manter a saúde física e mental em dia. Se com o app Nike Training Club o usuário tem acesso a treinos gratuitos, com a Nuvem Air Max, ele pode consumir entretenimento sem sair de casa. “É muito importante entendermos o contexto em que a sociedade se encontra. Boa parte, em isolamento, consumindo diariamente informações sobre os desafios com o distanciamento. Nós entendemos isso e procuramos maneiras para estarmos ainda mais próximas nesse momento tão sensível. Dessa forma, como app e a nuvem hospedada em Nike.com, abastecemos todo nosso ecossistema digital para que todos se mantenham ativos, fisicamente e mentalmente – algo que enxergamos como fundamental para esse momento”, afirma.

Criada pela AKQA, a campanha buscou, de acordo com o group creative director Renato Zandoná, dialogar com a juventude que também quer transformar o futuro. “Trouxemos pessoas que inspiram o presente, mudando o cenário e o universo à sua volta, por meio de clipes e conteúdo dos artistas Djonga, MC Soffia e NGKS”, diz. O criativo conta que, sempre que a agência cria um projeto para Nike Air Max, procura conectar a marca considerando o contexto cultural e o momento vivenciado pelas pessoas.

No ano passado, AKQA e Nike ganharam um Grand Prix de Media em Cannes com o case “Air Max Graffiti Stores”, que, ao contrário do atual trabalho, levou as pessoas para fora de casa, mais especificamente aos muros grafitados da cidade. “A diferença entre as duas é que Graffiti Stores era focada em sneakerheads e baseada em um insight local e cultural da cidade de São Paulo. A ideia era tirar as pessoas de casa. Já Air Max Clouds se abriu para o público mainstream, vindo de um insight global e não alienado da realidade que estamos vivendo, recompensando as pessoas por ficarem em casa”, comenta Zandoná.

Em março, a Nike lançou a campanha global #PlayForTheWorld, criada pela Wieden + Kennedy Portland. O trabalho incluiu a “Living Room Cup”, que fez atletas cumprirem desafios da sala de suas casas e o filme You Can’t Stop Us, que retratou figuras do esporte e pessoas se exercitando em casa. Viana afirma que, desde o início da pandemia, muitas das estratégias da marca precisaram ser revistas, mudanças que foram somadas ao desafio de manter a excelência e a criatividade entre os times e agências remotamente.

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