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Como as entregas super-rápidas movimentam o varejo

Q-commerce ganhou força na pandemia e é resposta a um consumo cada vez mais imediatista

Caio Fulgêncio
3 de junho de 2022 - 19h20

Considerado a evolução do e-commerce, o q-commerce (comércio rápido, em português) ganhou força entre empresas que atuam no mercado eletrônico durante a pandemia. O grande diferencial é a velocidade no tempo de entrega, que passa a ser quase instantânea – contada em poucos minutos.

 

Eric Dhaese, diretor geral de Turbo e Territórios do Rappi Brasil, diz que a pandemia acelerou a evolução de serviços oferecidos por e-commerce (Crédito: Eduardo Lopes/Imagem Paulista)

De acordo com Eric Dhaese, diretor geral de Turbo e Territórios do Rappi Brasil, uma das empresas que adotaram a modalidade, a pandemia da Covid-19 acelerou a evolução de serviços oferecidos por e-commerce, sobretudo por causa das restrições de circulação de pessoas. Com a vida cada vez mais rápida, a conveniência passou a ser um atrativo para os clientes.

“Se olharmos a trajetória de crescimento e adesão do Turbo, a pandemia acelerou. Houve a entrada de novos usuários no aplicativo. À medida que os clientes experimentavam a conveniência de ter um item entregue em até 10 minutos, a expectativa deles só cresceu. O esforço é que todos os nossos serviços tenham a opção de entrega super-rápida”, falou Dhaese.

Para construir uma operação de q-commerce, o executivo explicou que foram necessários investimentos comuns à cadeia varejista convencional – como em centros de distribuição (dark store) e em logística. Além disso, segundo ele, a tecnologia entrou na equação para otimizar esses centros, com uma arrumação que garanta agilidade.

“Quando introduzimos o Turbo, começamos a ver o ‘efeito uau’, o mesmo que víamos no início da operação do Rappi. Olhando para os indicadores, temos três vezes mais frequência e retenção do que em nossos outros negócios. São dados promissores de que estamos resolvendo um problema que as pessoas nem sabiam que tinham”, acrescentou.

Dhaese acredita que, no futuro, outras categorias de varejo vão aderir ao q-commerce. Porém, ele ressaltou que, aliado à entrega rápida, a confiabilidade é indispensável para quem planeja percorrer esse caminho. “Normalmente, a conveniência está associada a valores mais altos. O que tentamos fazer é romper esse conceito, entregando preços de mercado. Então, se a empresa conseguir entregar conveniência e preço justo, há mais potencial para dar certo”, salientou.

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