“Agir por impulso é tiro no pé”, diz CMO do PicPay

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“Agir por impulso é tiro no pé”, diz CMO do PicPay

Armando Areias reforça que a atual crise servirá como peneira para muitos consumidores escolherem a partir do comportamento das empresas

Luiz Gustavo Pacete
1 de abril de 2020 - 13h00

 

Armando Areias: “É fato que todas as empresas, em alguma medida, estão se reorganizando e se adaptando à nova realidade” (Crédito: Denise Tadei)

Uma das marcas patrocinadoras da atual edição do BBB, o PicPay é um dos serviços essenciais em meio ao atual momento considerando a oferta de seus serviços relacionados a transações financeiras digitais. Para Armando Areias, CMO e CGO da empresa, é um momento complexo em que, ao mesmo tempo que precisam dar conta da sobrevivência, as companhias também precisam entender como contribuir na contenção ao novo coronavírus. Segundo ele, é deste contexto que nasce a oportunidade de provar o propósito aos consumidores e dessa situação sairão exemplos que ficarão por muito tempo na mente dos consumidores.

Meio & Mensagem- Como você enxerga o papel das marcas em um momento como este? Qual é a importância do propósito?

Armando Areias – Dentro de seus respectivos segmentos e levando-se em consideração suas devidas particularidades, todas as empresas têm o potencial de desempenhar um papel relevante em momentos de crise como o vivido agora. Muito se fala em responsabilidade social corporativa e cidadania, e a sociedade tem cobrado, cada vez mais, um papel proativo por parte das companhias. São em momentos como este que as marcas são postas à prova, avaliadas por juízes bastante rigorosos, especialmente em tempos de redes sociais: os consumidores. No entanto, agir por impulso, modismo ou reboque, sem qualquer alinhamento com o propósito da companhia, pode ser tiro no pé. O propósito deve direcionar e ser parâmetro, em todas as etapas, para a atuação das marcas. A atual crise servirá como peneira para muitos consumidores escolherem, a partir da avaliação do comportamento das empresas, com quais marcas engajar. As que tiverem um propósito genuíno e ajudarem a resolver as dores da população sairão mais fortalecidas. Não é um momento de oportunidade de negócio, mas um momento para repensar o seu negócio e sua postura de comunicação.

M&M- Quais são os aprendizados de resiliência e inovação que você tira deste momento? Qual é o papel do líder de marketing nestas horas?

Areias – São nos momentos de dificuldade e crise que empresas e colaboradores são testados a se superar e a apresentar soluções criativas e inovadoras. Hoje, as companhias estão sendo desafiadas a buscar maneiras de contribuir com a sociedade no combate ao Covid-19, ao mesmo tempo em que precisam reestruturar seu formato de organização (home office, atendimento, projetos) e manter seu negócio vivo, revendo a forma que atuam e vendem. É fato que todas as empresas, em alguma medida, estão se reorganizando e se adaptando à nova realidade. Nessas horas, cabe ao líder de marketing refletir se as iniciativas e mensagens levadas à rua, nos diferentes pontos de contato com os stakeholders, estão alinhados ao propósito e aos valores da marca, bem como condizentes e pertinentes ao contexto vivido. Esse filtro e direcionamento são essenciais para a marca se manter coerente e apropriada.

M&M- Por fim, o que você recomenda ao mercado, às marcas e ao marketing em um momento tão complexo?

Areias – As empresas devem sempre levar valor para seus consumidores/usuários. Independente de setor, sairão melhor desta crise as companhias que souberem, verdadeiramente, ser relevantes para a sociedade. Ao marketing, recomendo bom discernimento – e é válido consultar quantos “universitários” forem necessários – para dar passos seguros e construtivos.

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