O que dizem Claro, Natura e iFood sobre a volta ao presencial

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O que dizem Claro, Natura e iFood sobre a volta ao presencial

Executivos de marketing das marcas, Ane Lopes, Carlos Pitchu e João Clark comentaram o processo de retorno aos escritórios e o papel agregador do marketing

Roseani Rocha
25 de outubro de 2021 - 14h58

A segunda mesa redonda com CMOs coordenada pelo diretor de conteúdo do Meio & Mensagem, Jonas Furtado, no MNB 2021, teve as presenças de Ane Lopes, diretora de marca e comunicação da Claro, Carlos Pitchu, vice-presidente de mídia, conteúdo e comunicação da Natura & Co, e João Clark, CMO do iFood.

Questionados sobre a volta aos escritórios e suas expectativas em relação à acomodação dos times à nova realidade, eles mostraram que há movimentos diferentes em cada companhia. Na Natura, todos estarão de volta ao presencial apenas em janeiro. “Mas não como antes e sim num modelo híbrido e alguns testes de 100% remoto”, comentou Pitchu. Ele mesmo, que foi para a companhia em abril de 2020, agora é que terá a experiência de trabalhar no presencial. Mas quando citou os testes do 100% remoto, referia-se a equipes regionais – que durante a pandemia até ficaram contentes em ter todos trabalhando no mesmo sistema, comentou o executivo.

Com as consultoras, houve todo o movimento comentado em muitas das pautas do M&M sobre o varejo nesse período, ou seja, de reinventar o contato social e a função de vendas respeitando o distanciamento.

Já a Claro, como provedora de telecom, certamente teve toda uma parte da equipe atuando, mesmo durante a pandemia, embora com novos protocolos e cuidados no atendimento. Ane Lopes contou que, no administrativo, que conta com cerca de 900 pessoas, houve a volta até o nível gerencial, no último dia 18 de outubro. Para os demais (são mais de 35 mil funcionários) ainda há estudos sobre como será esse sistema híbrido.

Como não tornar a questão home office x presencial uma luta de classes depende, na opinião de João Clark, do iFood, de escutar os funcionários e equalizar seus anseios ao que é bom para o negócio. Isso tem sido levado em conta num processo forte de regionalização pelo qual o iFood está passando. “Não vamos obrigar ninguém, mas a questão é dar condições para quem quiser ir trabalhar no presencial, às pessoas que quiserem se conhecer”, disse.

Quanto à função ou habilidade do profissional de marketing no sentido de integrar diferentes áreas da empresa, Pitchu avalia que as empresas em geral têm “quebrado caixinhas”, mas, de fato, o marketing tem um papel aglutinador, por olhar as demandas e ser naturalmente consumer centric. Assim, acaba fazendo a criatividade ser direcionada também à resolução de problemas de negócio.

Na Claro, essa integração costuma ocorrer em reuniões mensais reunindo nove regionais e as diferentes diretorias para “ouvir todos os Brasis e chegar a soluções a todos os clientes”, disse, Ane.

Ao final, quando a conversa migrou para o mundo dos games, embora Pitchu, da Natura, tenha seus jogos preferidos, como gamer, quem mais explorou o assunto, como marca foi o iFood. João Clark contou que a estratégia (seguindo o conselho de Nicolle Merhy, a cherrygumms) de se cercar de pessoas que conheçam o tema de fato. “Estamos investindo, porque há uma conexão natural com o iFood, na representação da vida real nos jogos. O GTA é uma cidade como outra qualquer e não podemos imaginar uma cidade sem um entregador do iFood”, analisou. Segundo ele, esses novos investimentos nos games acabaram humanizando mais a relação com os próprios entregadores da vida real.

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