O BBB de ontem será o futebol de amanhã

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O BBB de ontem será o futebol de amanhã

Quem conseguir passar por essa tormenta com tranquilidade terá um diferencial quando tudo voltar à normalidade


1 de abril de 2020 - 17h01

(Crédito: AleksandarGeorgiev/iStock)

Nesta terça-feira, 31 de março, o Big Brother Brasil (BBB) alcançou a expressiva e improvável marca de mais de 1,5 bilhão de votos na eliminação de um dos candidatos. As mídias sociais só falavam sobre isso. O autor deste texto enlouqueceu? Que raios isso tem a ver com o marketing esportivo?

A paralisação dos eventos ao vivo abriu um grande buraco na programação das emissoras e no coração dos telespectadores. Isso tem gerado enorme ansiedade de todos pela volta do entretenimento ao vivo, ou seja, da alegria, da emoção, da vibração dos shows, das partidas de futebol, dos eventos esportivos em geral. A Globo, por exemplo, sentindo essa carência, transmitirá a reprise da final da Copa do Mundo de 2002, disputada entre a seleção brasileira e a alemã, em pleno domingo de Páscoa.

É sabido que os clubes de futebol têm tido perdas financeiras com essa paralisação, porém, encontra-se no fã, no torcedor, a força do retorno para a recuperação no futuro. O que ocorreu no BBB é um termômetro de que, assim que os eventos esportivos ao vivo voltarem, a audiência alcançará números expressivos.

O brasileiro é apaixonado, louco por esporte, e as empresas anunciantes e patrocinadores sabem muito bem disso. Alguns veículos de mídia estão atrás de notícias, precisam gerar cliques, então, o que se tem visto nestas últimas semanas são várias matérias especulativas, baseadas no puro achismo de quem procura desesperadamente por audiência.

Até o momento, através da mídia, sei de apenas um caso de patrocinador que pediu a rescisão de contrato. Nos demais, tenho observado e vivenciado o bom senso prevalecendo, afinal, as empresas sabem do enorme retorno que o patrocínio proporciona. Assim, agora é o momento de se utilizar da sensatez, de conversar com o parceiro, entender o seu momento e tentar chegar a um consenso com o clube.

Contrato suspenso não é rescindido, afinal, paga-se por algo que está sendo entregue, como a mídia social gerada pelos clubes, por exemplo. Tenho observado muitos clubes criando e ativando campanhas em prol do combate à Covid-19 e aos menos favorecidos.

Assim, vale continuar pagando e auxiliar o clube ou, quando não for possível, suspender em comum acordo o pagamento e retomar assim que as atividades voltarem ao normal. É bom ver o bom senso prevalecendo.

Navegar em águas calmas todo mundo sabe e quer fazer, mas o aprendizado, o amadurecimento, vem das revoltas. Quem tiver a habilidade e conseguir passar por essa tormenta com habilidade e tranquilidade terá, sem dúvida, um diferencial quando tudo voltar à normalidade.

Essa pandemia está proporcionando a todos a oportunidade de refletir sobre a vida, ficar mais com a família, rever valores sobre a carreira profissional, sobre o mundo, estudar mais, ler, aperfeiçoar os trabalhos e as estratégias. Infelizmente, tem tirado a vida de muitas pessoas, adoecendo outras. Felizmente, contudo, esse poderoso vírus não tem o poder de anular a paixão que as pessoas têm pelo esporte. Ao contrário, o efeito será potencializado.

**Crédito da imagem no topo: Lesly Juarez/Unsplash

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