O mercado de beleza e a desconstrução de estereótipos e padrões

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Opinião

O mercado de beleza e a desconstrução de estereótipos e padrões

Comunicação mais representativa ajudará transformar modelos construídos no passado, responsáveis por gerar distorção daquilo que é belo na sociedade


11 de janeiro de 2024 - 6h00

Sabemos que o corpo ideal e a representação de beleza que conhecemos hoje são resultados de um longo processo histórico, que se relaciona à cultura e aos contextos social, político e econômico. Existe, no padrão e estereótipo que conhecemos, uma trajetória de formação, a qual se desenvolveu de acordo com os papéis que deveria assumir para se tornar elemento representativo dos hábitos do cotidiano e, principalmente, do consumo.

Ainda é um desafio, mas esse cenário “padrão” vem sendo questionado para uma comunicação mais representativa e para que os modelos que criamos no passado, que são responsáveis por gerar uma distorção daquilo que é belo na sociedade, sejam reconstruídos.

Pensando nisso, o mercado de beleza carrega a missão de oferecer uma evolução, seja por meio de campanhas publicitárias, oferta de produtos ou políticas internas, evidenciando pessoas reais. É importante ressaltar que a diversidade e a inclusão não devem ser apenas uma tendência passageira, mas sim uma prática constante das empresas que buscam sustentabilidade no mercado.

Em um mundo cada vez mais conectado e diversificado, é fundamental que as empresas estejam alinhadas com as demandas de seus consumidores. O mercado de beleza tem a oportunidade de liderar esse movimento de desconstrução de estereótipos e padrões, promovendo a valorização da diversidade e da inclusão.

Quando voltamos essa visão para a prática de negócios, podemos exemplificar pilares importantes para desconstrução de estereótipos da beleza como a equidade de gênero, racial, pessoas com deficiência, LGBTQIA+ e geração 50+. Entendendo o cenário atual e o desafio citado anteriormente, o desenvolvimento dessas estratégias precisa estar voltado para o compromisso com a construção do futuro, refletindo a população brasileira em toda comunicação feita pelas marcas.

Nos compromissos de futuro que assumimos, existe o objetivo da comunicação representativa, que traduz esse anseio de gerar ações e campanhas publicitárias onde a população brasileira possa se espelhar e ser retratada de forma correta, quebrando esses padrões que não condizem com a realidade do nosso público-alvo. Fazendo parte desse contexto iniciamos o movimento Diversa Beleza, que potencializa a agenda de ESG da companhia com o anúncio de compromissos para o futuro, com o propósito de alavancar a diversidade, equidade e inclusão até 2030, entre eles, o #13 – Garantir que a comunicação das marcas represente a população brasileira, sem vieses e estereótipos de nenhum tipo até 2030. O movimento vem acompanhado de importantes ações que reforçam esse propósito, como a criação de um banco de imagens que retrata a diversidade dos tipos de peles da mulher brasileira; a exclusão dos termos “normal”, “perfeito” e “clareamento” das embalagens e comunicações da marca até 2024; e workshops de cultura inclusiva para as nossas equipes e fornecedores de comunicação.

Outra iniciativa, de Vult, é o compromisso com o desafio de questionar o padrão dos corpos em evidência da publicidade, propondo um olhar cauteloso para essa questão em todas as áreas da comunicação. A mudança foi aplicada desde o relacionamento diário com influenciadores até os grandes movimentos estratégicos da marca, que também potencializa a emancipação econômica de mulheres brasileiras por meio do projeto social 220 Vults. Além da parceria com o Vozes da Periferia, instituto que trabalha para democratizar as grandes oportunidades nas favelas da Vila Prudente e Jd. Sinhá, e, que é parte do programa de aceleração de ONGs da Rede Gerando Falcões.

Quando falamos sobre representatividade, também ressaltamos a importância de potencializar os grandes talentos que existem dentro das periferias, para que as pessoas se percebam como parte essencial do mercado.

É a partir da representatividade e inclusão da diversidade que surgem os espaços de diálogo entre marca e consumidor. São essas trocas que geram insights valiosos para o surgimento de itens revolucionários na beleza, como por exemplo os amplos portfólios para cuidados capilares, as diferentes composições de fórmulas para atender todos os tipos de pele, além das diversas tonalidades de bases, pós e corretivos.

Trabalhamos para que as pessoas possam valorizar e cuidar dos seus corpos, para que todos se sintam representados e inspirados pela beleza, por meio do orgulho e pertencimento das nossas diferenças e singularidades, potencializando a inclusão da diversidade em todos os aspectos.

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