Antonio Fadiga: “Novos negócios são adrenalina para a equipe”
Artplan, liderada por Antonio Fadiga, conquistou o 7º lugar no ranking de melhores agências em novos negócios

Artplan ocupou o 7º lugar do ranking das melhores agências em novos negócios (Crédito: Divulgação)
O boca a boca de clientes satisfeitos é, para Antonio Fadiga, sócio-presidente da Artplan, o fator determinante para a conquista de novas contas. Pela 12ª vez nas 15 edições do ranking das melhores em novos negócios, feito por Meio & Mensagem, a agência do Grupo Dreamers conquistou, no ano passado, sete novos clientes, ocupando o 7º lugar da lista.
Passaram a integrar o portfólio da Artplan marcas como GWM, Braskem, Baruel, Melitta, Rede Américas, Mega Milhão e Nio. Segundo o executivo, o modelo de entrega sempre foi multidisciplinar, não somente pela atuação das empresas especializadas da holding, mas também pela cultura e treinamento interno dos últimos anos.
O presidente acrescenta que o avanço do negócio está ligado, entre outras coisas, ao esforço constante de manter, na liderança, conversas de alto desempenho, que ajudam a fortalecer a harmonia interna, postura “problem solver” e cultura de proatividade. Na entrevista, Fadiga explica sobre o atual momento da agência e pontua que um dos impactos centrais de ser uma agência brasileira é a velocidade de resposta às demandas dos clientes.
Meio & Mensagem – Quais fatores ajudam a explicar o desempenho da agência em novos negócios no ano passado?
Antonio Fadiga – O principal fator, onde tudo começa e tudo termina: clientes que falem bem de nós. A Artplan está, há 12 anos consecutivos, presente na lista das melhores agências avaliadas pelos próprios clientes, de acordo com o Agency Scope. Evidentemente, temos atenção especial com setores do mercado, onde não temos clientes. Nosso modelo de entrega sempre foi multidisciplinar, uma característica nossa, não apenas pelas empresas especializadas do Grupo Dreamers, mas pelo mindset, cultura e treinamento dos últimos anos.
M&M – Estruturalmente, quais foram as principais mudanças promovidas com foco em sustentar o crescimento da Artplan?
Fadiga – Temos lideranças muito fortes e atuantes em ideias que impactem os negócios dos clientes. Fizemos investimentos e movimentos importantes: na liderança criativa, a combinação entre os CCOs Rodrigo Almeida, Rafael Gil e Marcello Noronha mostrou ainda mais força neste ciclo, com repertórios complementares e debates mais maduros, elevando o nível das entregas criativas. Nas demais áreas, como estratégia, negócios e mídia também tivemos novidades. Nada disso se sustentaria sem a liderança da Gláucia Montanha, na função de CEO. Ela tem sido decisiva para manter o time alinhado, as apostas bem calibradas e o ambiente preparado para transformar decisões em resultado.
M&M – Que outros investimentos podem ser citados?
Fadiga – Tivemos muito investimento em dados, chamados aqui de creative data, cuja função se resume a insights acionáveis. Porém, não adianta ter tudo isso se a agência opera em silos. Também temos investimento relevante em conversas de alto desempenho que, em última análise, ajudam bastante na harmonia interna, postura “problem solver” e cultura da proatividade. Nosso contínuo crescimento vem da inquietude empreendedora que caracteriza o grupo. Quando vemos um cliente com necessidade específica de experiência ou comunicação sobre a qual não atuamos, imediatamente, desenvolvemos um núcleo especializado e testamos a tese. Se evoluir e se comprovar, lançamos uma startup, transformando o líder (ou líderes) da unidade em sócios.
M&M – Que critérios orientam a participação da agência em concorrências e processos de new business, considerando a necessidade de manter a consistência operacional?
Fadiga – Novos negócios são adrenalina para a equipe. Muitos pedem para participar dos processos de concorrência porque sabem que é uma experiencia bem diferente do dia a dia. Honestamente, não existe pressão por prospecção por parte dos sócios, nem preocupação em afetar a qualidade criativa. É óbvio que nenhuma agência tem uma equipe de concorrência parada esperando processos seletivos. Quando surgem oportunidades, o primeiro passo é garantir que aquela dedicação de time não afetará a qualidade das entregas aos clientes. Seria muita burrice priorizar new business a seus clientes atuais.
M&M – Para você, quais as principais vantagens em ser uma agência nacional, parte de um grupo também brasileiro, na disputa por novos negócios?
Fadiga – Vejo alguns fatores. Sócios envolvidos, por exemplo, é uma coisa impossível em uma multinacional. Temos espírito empreendedor, o que explica várias startups nasceram dentro da Artplan. Hoje, temos 18 empresas, fora os festivais, sendo que, há sete anos, eram quatro ou cinco. Além disso, tem a questão da agilidade, com os sócios e board se reunindo todas as manhãs, desde o tempo da pandemia. Ou seja, existem decisões rápidas, menor burocracia, sem reports para “gringos” e sem relatórios financeiros semanais.