Pilha no Brinquedo #16: “A vida imita… quem?”

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Opinião

Pilha no Brinquedo #16: “A vida imita… quem?”

Se para Oscar Wilde era a arte, hoje, em muitos casos, o que deveria ser imitado é a natureza


8 de julho de 2024 - 8h00

Numa releitura do paradoxo de Aristóteles, o escritor Oscar Wilde diz que “a vida imita a arte”. Ou seja, a criação artística poderia antecipar ou espelhar aspectos da experiência humana, influenciando, inspirando a realidade. Pode até ser, já que muito do que produzimos, inspira novas formas de agir e viver. Vivemos e cultivamos isso diariamente nas nossas campanhas de marketing.

Tomei a licença poética de mudar a referência, e dizer que “a vida imita a natureza”, ou deveria imitar mais. Recentemente, vi uma reportagem sobre as Cidades Esponja, e fiquei encantada e ao mesmo tempo intrigada. As “cidades espoja” não partem de uma observação de outro mundo, mas sim deste mundinho aqui em que vivemos. Apesar dos altos investimentos atribuídos para sua implementação, tudo parte da observação atenta da dinâmica da natureza que nos circunda.

“A natureza se adapta, enquanto o que é projetado exclusivamente pelo homem em muitos casos falha” – diz um dos arquitetos e especialistas em urbanismo que trabalhou em um dos projetos da Cidade Esponja. E, complementa: “Se observarmos e usarmos os recursos que ela mesmo nos prover, podemos evoluir e muito.” Um exemplo é que quando canalizamos um rio, aumentamos sua velocidade, e a possibilidade de isso ter efeitos colaterais às cidades, aumenta. Ao contrário, quando pudermos usar a própria natureza para contê-la, há uma adaptação natural, que favorece o sucesso do projeto”.

Sei que o tema é delicado, pois estamos vivendo na pele, os efeitos colaterais disso no Sul do nosso País. Que bom que seria se pudéssemos observar e agir mais nesse sentido. Antecipar, o que pode ser espelhado de forma proativa. Vale lembrar que o assunto serve para muitos contextos e aproveitei para coletar alguns outros exemplos de como poderíamos aprender de movimentos que já estão acontecendo. Exemplos que podem até virar negócio – já que estamos falando de Marketing (Mercado e Oportunidades).

No SXSW’23 os fungos, cogumelos e micélios foram apresentados como exemplos no tratamento de doenças e possibilidades para contornar a crise global de insegurança alimentar. Espelhados nos processos biológicos para resolver problemas humanos, Tyler Huggins, CEO e co-founder da Meat Foods, diz que “fungos e cogumelos são inspiração”. A empresa tem desenvolvido produtos que utilizam micélios como uma alternativa viável à carne animal, através de uma fonte rica em proteínas, fibras e mais, promovem práticas agrícolas mais sustentáveis.

E a exemplo de Speedo® Fastskin ™, algumas inovações tecnológicas ou soluções de design têm revolucionado a indústria têxtil. Baseada na observação da pele de tubarões e como implicavam na sua movimentação e aerodinâmica, a Speedo®, por exemplo, projetou um maiô que reduz a fricção com a água, aumentando a velocidade do nadador.

Definitivamente entender a complexidade dos ecossistemas naturais, pode favorecer a harmonia, o funcionamento e perpetuidade humana. Ou seja, entender a dinâmica da natureza, aceitar que somos parte e redefinindo a nossa relação, é o caminho.

Saiba Mais!

https://meati.com/team/

https://olhardigital.com.br/2021/06/15/reviews/conheca-o-fastskin-4-0-maio-inteligente-da-speedo/

https://g1.globo.com/google/amp/fantastico/noticia/2024/05/12/cidades-esponja-conheca-conceito-que-usa-ciencia-para-prevenir-tragedias-como-a-do-rs.ghtml

 

Pilha no Brinquedo #15: Laços fracos

 

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